Vídeo: Vereador Jorginho do Guarani é vaiado em Sessão ao se posicionar a favor de empréstimo de R$ 20 milhões


O presidente da Câmara Municipal, vereador Diógenes Ferreira Loures, o Jorginho do Guarani (PSL) foi vaiado ontem (08), durante a sessão ordinária. Ele defendeu o projeto de Lei de nº 13/2019 que autoriza a prefeita do Prado, Mayra Brito contrair um empréstimo de R$ 20 milhões de reais para o financiamento de supostas obras de calçamento.

 

Vereadores que votaram a favor do projeto que autorizava o atual governo pegar empréstimo de 20 milhões de reais recuam após pressão popular. Presidente da Câmara Jorginho do Guarani é vaiado.

Publicado por Prado Notícia em Terça-feira, 8 de outubro de 2019

O pedido de empréstimo foi encaminhado ao Legislativo no dia 01/10/2019, sem a documentação necessária e sem informações sobre as condições contratuais o mecanismo de atualização monetária, o número, o valor e a data de pagamento das parcelas, ou mesmo se existe um prazo de carência para o início do pagamento, alem de colocar como garantia o FPM (Fundo de Participação do Município) e outros recursos.

Além disso, o projeto não dizia se existe ‘hedge cambial’ – uma espécie de seguro contra a variação da taxa do dólar – ou pagamento de comissões/encargos do financiamento, bem como  os percentuais destes e as implicações em caso de atraso no pagamento, como multa e juros, por exemplo.

A presença da população pradense que são contrários ao empréstimo, no qual pode deixar o município endividado por vários anos, fez com que os vereadores recuassem pela aprovação.

Jorginho do Guarani ainda tentou se pronunciar na tribuna sobre o assunto, mas foi vaiado pelos moradores. Em uma atitude desesperadora ele chegou a afirmar que Prado já tem um novo prefeito em 2020, ao proclamar a si mesmo.

Outros vereadores que compõe a base aliada da prefeita afirmaram que, caso o poder executivo envie um novo projeto mais detalhado eles irão votar a favor, indo de contrário aos moradores que rejeitam esse empréstimo milionário.

Moradores afirmaram que irão mover uma ação civil pública contra qualquer projeto de empréstimo milionário do executivo.