Suspeito de estupros diz que não conseguia parar, revela delegada


Luis Alberto dos Santos Farias, 35 anos, foi apresentado na manhã desta sexta-feira, 11, na sede da Polícia Civil, na Piedade. Ele é suspeito de atrair vítimas com proposta de empregos, em um site de vendas, e posteriormente as estuprar. Até o momento, 13 casos foram confirmados e a polícia estima que ao todo tenham sejam 40 vítimas. Ele é suspeito do caso em que cinco mulheres foram estupradas na época do Carnaval deste ano.

Ele foi preso nesta quinta-feira, 10, no local onde trabalhava, na avenida Octávio Mangabeira. Luis Alberto, que é casado, reside no Bairro da Paz com a enteada de 15 anos e um filho de 9 anos.

De acordo com a diretora do Departamento de Polícia Metropolitana (Depom), delegada Fernanda Porfírio, o suspeito disse em testemunho à polícia que não conseguia parar de cometer o crime. Ele confessou o estupro de 13 vítimas, mas a suspeita é que tenham mais casos de estupro, visto que Luis Alberto possui passagem pela polícia desde 2007.

“Ele é o indivíduo frio e tem sinais de psicopatia. No momento da prisão, nos deslocamos do trabalho e levamos ele para a casa, para fazer busca e apreensão. A esposa estava aos prantos e perguntava o que estava acontecendo e ele disse para ela ‘seguir a vida’. O filho foi em direção a ele, o abraçou, e ele ficava sem esboçar nenhum tipo de ressentimento”, revelou o delegado Leandro Acácio, da 18ª Delegacia Territorial (DT).

Segundo informações apresentadas pela polícia, Luis Alberto possuía o mesmo modus operandi: as vítimas divulgavam seus serviços profissionais, ele entrava em contato se passando por mulher e marcava uma entrevista. Dias antes, Luis informava que não poderia estar no local e um motorista (que era ele mesmo) iria buscar a vítima. Dentro do veículo, ele oferecia um suco que possuía um remédio para dopar. Assim, ele amarrava a vítima e a levava para uma residência em Dias d’Ávila. Após cometer o crime ele deixa a vítima na rua.

O último caso ocorreu no dia 23 de setembro deste ano, quando Luis Alberto estava levando a vítima, uma mulher de 45 anos, para o local onde costumava cometer o crime. O carro atolou no meio do caminho e o suspeito fugiu. A vítima, que foi dopada, acordou e conseguiu sair do local. Ela acionou a polícia e fez um retrato falado.

Fonte: Atarde