Portas fechadas: Prefeita do Prado suspende alvarás de bares e barracas de praia. A multa pode chegar até R$ 50 mil reais


A ordem para suspender o funcionamento de bares e barracas de Praia, dada ontem quarta-feira (20) pela prefeita Mayra Brito (PP), deve aumentar ainda mais os prejuízos que já vinham sendo previstos por comerciantes da cidade em razão da chegada da pandemia do Covid-19.

 

A prefeita assinou o decreto municipal de nº 077/2020, tornando inválidos por tempo indeterminado os Alvarás de Localização e Funcionamento (ALFs) emitidos para realização de atividades com potencial de aglomeração de pessoas, em razão da Situação de Emergência em Saúde Pública, que já havia sido declarada por meio de outros decretos.

A medida, já é válida desde então para; Casa de Shows, Festas, Hotéis, Pousadas, Hospedarias, Casas de Hospedagens e afins, além de Instituições de Ensino. A restrição, entretanto, não se aplicou em Setores Públicos Municipais, Postos de Combustíveis, Comércio, Distribuidoras, revenda de Gás de cozinha e água mineral, Restaurantes, Lanchonetes, Academias entre outros.

Diante do sumiço dos clientes, empreendedores estão aflitos. Donos de Hotéis, Pousadas, Bares e Cabana de Praia preveem um prejuízo incalculável. De acordo com eles, não adianta fechar alguns estabelecimentos sendo que as filas de Bancos estão superlotadas, não respeitam o distanciamento e inúmeras pessoas (turistas) de outros estados continuam entrando na cidade e ficando em casas de hospedagens.

“O que adiata a gente cumprir o decreto, sendo que todos os finais de semana vem pessoas de Itamaraju, Teixeira de Freitas e outras cidades para o nosso município? Alcobaça ninguém entra, Cumuruxatiba ninguém entra.”, disse um comerciante e dono de bar.

De acordo com o novo decreto municipal, o proprietário que infringir a lei pode pagar multa diária (de até R$50.000) ou ter o estabelecimento interditado, em caso de descumprimento.