Pressão alta em crianças afeta os rins e aproxima doenças graves


Sociedade de Cardiologia alerta que em 70% das consultas médicas a avaliação deste risco à saúde infantil é ‘esquecida’

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A Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) alerta: a pressão alta já atinge 6% das crianças e adolescentes no Brasil, o que corresponde a uma média de 5 milhões de menores de 18 anos.

A hipertensão infantil compromete o funcionamento dos rins e, em casos raros, aproxima doenças graves que só apareceriam na vida adulta, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC).

Por isso, no Dia Nacional de Combate e Prevenção à Hipertensão Arterial, celebrado nesta sexta-feira (26), a SBC tem como meta conscientizar não só o público em geral, mas também profissionais de saúde sobre a necessidade de um diagnóstico precoce da hipertensão.

O diretor de Promoção de Saúde Cardiovascular da Sociedade Brasileira de Cardiologia, SBC, Carlos Alberto Machado, ressalta que a maior parte dos médicos ainda não tem o hábito de aferir pressão de crianças ou adolescentes durante as consultas.

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Dados da SBC revelam que só em 29% das consultas isso acontece. Por conta do índice de 70% de “esquecimento”, foi iniciado um trabalho para reverter o quadro.

Médicos de todo o País estão sendo instruídos sobre a importância de mensurar a pressão em crianças por meio de cartas e aulas em vídeo distribuídas pela SBC.

Genética e hábitos ruins

O cardiologista Jefferson Curimbaba, do Hospital do Servidor Público Estadual diz que a recomendação é medir pressão em crianças a partir de 3 anos de idade.

“A pressão, por muitas vezes, é esquecida. Para medir é necessário que a braçadeira do aparelho se adapte ao braço da criança ou adolescente”, explica Curimbaba.

O problema é que nem todas as unidades públicas e consultórios particulares contam com instrumentos adaptados ao público infantil, lamenta Machado. Segundo ele, existem dois tipos de hipertensão. A genética, que a criança herda a predisposição da família, e a ambiental – causada pela obesidade, maus hábitos alimentares e sedentarismo.

“Muitos pais chegam ao consultório pedindo atestado de dispensa médica para que seus filhos não participem das aulas de Educação Física na escola. Eu nunca dou”, reforça o especialista.

“É a única oportunidade da vida em que a criança pode pegar gosto pelo esporte. São muito poucos problemas cardiológicos que impedem a criança de fazer atividade física. Hoje em dia, a criançada passa a maior parte do tempo na frente da televisão e se torna sedentária”, lamenta Machado.

Rins no alvo

A hipertensão é um quadro muito grave, tanto para adultos quanto para crianças. Segundo Andréa Brandão, cardiologista e professora da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) quando a criança é hipertensa, um dos primeiros órgãos a serem afetados são os rins.

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“A hipertensão é um problema silencioso, que pode, pouco a pouco, acarretar problemas maiores na fase adulta”, explica.

Machado complementa que algumas crianças têm a função renal completamente destruída por conta da pressão alta e se tornam dependentes da diálise (aparelho que substitui a função dos rins), até que tenham a oportunidade de fazer um transplante.

“O rim filtra todo o sangue do corpo. As coisas boas são reabsorvidas e as ruins saem na urina. A pressão alta destrói todo o mecanismo que funciona como filtro”, explica o diretor de Promoção de Saúde Cardiovascular da SBC.

Machado também acrescenta que, após o diagnóstico de pressão alta, não é preciso se desesperar. Basta seguir o tratamento prescrito pelo médico e medir a pressão a cada consulta com o profissional. Dependendo do caso, o tratamento não será feito só por médicos.

“Se uma criança obesa emagrecer, as chances do problema ser erradicado somente por meio da mudança alimentação são grandes”, explica ele.

Por IG

Está aberta a temporada simultânea de dengue e gripe no País


Especialistas explicam que doenças têm sintomas parecidos mas exigem tratamentos diferentes. Saiba como evitar os problemas

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O final de abril e início de maio constituem uma fase de transição entre o período de chuvas para uma temporada mais seca.

Estas condições atmosféricas são ideais para a circulação de duas doenças muito incidentes no País.

Bem nesta época, o mosquito da dengue ainda está em plena atividade e o vírus da gripe começa a circular de forma mais intensa.

Entre uma picada de inseto e um espirro, especialistas esclarecem que os sintomas das duas doenças são parecidos, mas se manifestam de maneiras diferentes. Por isso, exigem tratamentos distintos.

O início

O diretor do departamento de infectologia do Hospital Heliópolis (SP), Juvêncio Furtado, explica que gripe e dengue são mais parecidas no primeiro dia dos sintomas.

“As duas doenças começam com febre e dor no corpo, mas, algumas horas depois ou no dia seguinte, elas se diferenciam”, afirma.

“A gripe vai apresentar sinais respiratórios, como tosse com secreção clara, corrimento nasal, olhos avermelhados e face inchada. A dengue vai dar dor no fundo dos olhos, dor de cabeça intensa e dor nos ossos”, completa.

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“É ideal que o paciente seja atendido por um médico e passe por uma diferenciação, para saber se é gripe ou dengue”, afirma o infectologista.

Furtado orienta que os pacientes evitem a automedicação com ácido acetilsalicílico até passarem pelo especialista, que definirá o diagnóstico.

“Caso tenha febre no período da espera pela consulta, o paciente pode usar dipirona e paracetamol. Dependendo da gravidade da gripe, serão aconselhados outros tipos de medicamentos”, orienta Furtado.

“Já no diagnóstico de dengue, o paciente deverá ficar em repouso, tomar muito líquido, controlar a febre com antitérmicos.”

O contágio

O clínico geral e infectologista da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Paulo Olzon, explica que agripe e a dengue evoluem de maneiras diferentes porque o contágio das duas doenças também é distinto.

“O vírus da gripe entra via sistema respiratório pelo contato do vírus com a boca ou o nariz. Por isso, causa sintomas locais como coriza e dor de garganta”, diz Olzon.

“Em seguida, ele se espalha pela corrente sanguínea, atacando músculos e outras células, os pulmões e até mesmo o aparelho digestivo”.

Já a dengue é transmitida pela picada do mosquito vetor Aedes aegypti.  Com isso, o vírus cai direto na corrente sanguínea e se espalha pelo corpo.

“A dengue também atinge vários grupos musculares, podendo até provocar uma inflamação no fígado e no sistema nervoso central, embora sejam eventos raros. Não há transmissão de pessoa para pessoa”, acrescenta o médico.

Para Olzon, uma boa alimentação, bom sono e controle do estresse ajudam a melhorar o sistema imunológico, responsável pela defesa do organismo.

“Muitas pessoas que têm um sistema imunológico forte não desenvolvem a doença mesmo quando picadas pelo mosquito.”

Outra diferença entre gripe e dengue é a vacina. Para a primeira, já existem doses protetoras. Já para a segunda, a imunização ainda está em fase de testes, não disponível ao público.

Idosos, crianças de 6 meses a 2 anos, gestantes e mulheres no período pós-parto e portadores de doenças crônicas podem tomar a vacina contra a gripe, de graça, em qualquer posto de saúde.

A campanha de vacinação em massa, promovida pelo Ministério da Saúde, vai até 10 de maio.

“A gripe comum é muito ruim para idosos, por causa do comprometimento respiratório. Isso pode servir de porta para bactérias e para o desenvolvimento de uma pneumonia”, alerta Olzon.

As pessoas que não estão no grupo prioritário para receber as doses gratuitas contra a gripe podem recorrer à vacinação em clínicas particulares, orienta Furtado, que é ex-presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia. Nestes locais, segundo levantou o iG Saúde , o valor da vacina varia entre R$ 68 e R$ 90. Veja a seguir as dias que os especialistas dão para evitar a gripe e a dengue.

Gripe

– Lavar as mãos com frequência e não levar a mão à boca ou ao nariz após tocar em objetos em ambientes públicos

– Dormir bem e manter uma boa alimentação para reforçar o sistema imunológico

– Tomar a vacina contra a gripe anualmente

Dengue

– Evitar os focos de proliferação do mosquito causador da doença, como eliminar águas paradas em potes, frascos, pneus, etc.

– Usar repelente de insetos, mosquiteiros e repelentes eletrônicos

– Manter uma boa alimentação para elevar a imunidade.

Por IG

 

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Pesquisas questionam eficácia do resfriamento após o treino


Embora forneça poucos benefícios físicos confirmados, o efeito psicológico de “desaquecer” pode ser compensador, dizem especialistas.

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Você frequentemente deixa de relaxar o corpo após a prática de exercícios, mesmo se sentindo culpado? Algumas poucas pesquisas novas e tranquilizadoras sugerem que você não está perdendo muito ao fazer isso.

A maioria de nós aprendeu nas aulas de educação física do ensino fundamental que o corpo precisa de um período de relaxamento para resfriar após a prática de exercícios ou após competições.

Os professores diziam que caminhar ou diminuir de alguma forma a intensidade dos exercícios e, em seguida, alongar, ou relaxar o corpo de outras maneiras evita dores musculares, melhora a flexibilidade e acelera a recuperação.

Se fizéssemos isso, nosso desempenho físico seria melhor no dia seguinte do que se não fizéssemos. As análises científicas, porém, não foram muito favoráveis a essas convicções.

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Em um estudo representativo, publicado no ano passado no periódico The Journal of Human Kinetics, um grupo de 36 adultos ativos realizou um programa vigoroso de um estágio de agachamento com alteres, exercício que seguramente deixaria pessoas destreinadas bastante doloridas no dia seguinte.

 

Alguns dos voluntários aqueceram-se antes do exercício pedalando a um ritmo bem lento em bicicletas ergométricas durante 20 minutos. Outros participantes não se aqueceram, mas relaxaram o corpo após o exercício realizando os mesmos 20 minutos de pedalada leve. Os outros apenas fizeram o agachamento, não aqueceram nem resfriaram o corpo.

No dia seguinte, todos os voluntários fizeram um teste de limiar de dor em que seus músculos foram apalpados até que relatassem estar sentindo desconforto. Os participantes que se aqueceram antes de se exercitar tiveram limiares de dor mais altos, o que significa que eles estavam relativamente sem dor.

Por sua vez, os limiares de dor foram bem menores para aqueles que tinham relaxado o corpo; seus músculos estavam doloridos. Os limiares de dor desse grupo foram na realidade iguais aos do grupo de controle. O relaxamento corporal não tinha trazido nenhum benefício em termos de alívio para a dor.

Outros dois estudos publicados no ano passado, nos periódicos The Journal of Human Kinetics e The Journal of Strength and Conditioning Research, obtiveram resultados semelhantes com vários testes que avaliaram o desempenho de jogadores de futebol profissionais espanhóis no salto vertical, na velocidade na corrida de curta distância, na agilidade e na flexibilidade dos músculos das pernas. Após fazerem esses testes, eles participaram de um treino normal de futebol. Em seguida, alguns jogadores simplesmente pararam de se exercitar e ficaram em repouso, sentados em um banco durante 20 minutos, enquanto que os outros resfriaram o corpo da maneira habitual, caminhando lentamente durante 12 minutos e alongando por 8 minutos.

No dia seguinte, os jogadores repetiram os testes e também comunicaram aos cientistas a intensidade da dor que sentiam. Constatou-se que quase não havia diferenças entre os dois grupos de jogadores. O grupo que realizou os exercícios de resfriamento saltou em média um pouco mais alto no dia seguinte em comparação com o que havia ficado sentado, mas a diferença foi muito pequena. Os resultados dos dois grupos foram iguais em todas as outras avaliações de desempenho, flexibilidade e dor muscular.

Benefício limitado

Os dados disponíveis “sugerem consideravelmente que o relaxamento corporal não reduz a sensação de dor após os exercícios”, afirmou Rob Herbert, pesquisador sênior do instituto Neuroscience Research Australia e autor sênior desse que é provavelmente o primeiro estudo sobre resfriamento, realizado em 2007.

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Nesse experimento, adultos saudáveis caminharam de costas em declive em uma esteira mecânica durante 30 minutos, o que fez com que ganhassem dores musculares e a atenção de seus colegas curiosos da academia. Alguns dos participantes caminharam de frente durante 10 minutos antes do exercício como forma de aquecimento e outros fizeram o mesmo depois de realizar o exercício, como forma de resfriamento. Os outros participantes não aqueceram nem resfriaram o corpo. Dois dias depois, o grupo que tinha resfriado o corpo sentia tanta dor do corpo quanto o grupo de controle.

Com todas essas descobertas, existe alguma razão para resfriar o corpo após o exercício físico? Sim, afirmou Andrea Fradkin, professora adjunta de ciência do exercício da Universidade Bloomsburg, na Pensilvânia.

“O resfriamento corporal tem demonstrado prevenir o refluxo venoso após o exercício”, ou o acúmulo de sangue nas veias, afirmou.

Durante exercícios vigorosos e prolongados as veias sanguíneas das pernas se expandem, o que significa que mais sangue passa por elas. A parada abrupta faz com que esse sangue se acumule na parte inferior do corpo, o que pode causar vertigens e até desmaios.

Essa situação, porém, é fácil de combater. Basta caminhar por alguns minutos ao final da atividade física para manter a circulação do cérebro normal, afirmou Ross Tucker, fisiologista sul-africano e fundador do site The Science of Sport.

“E isso não é um resfriamento de fato”, da forma como a maioria de nós o define, afirmou.

Mas se o resfriamento normal fornece poucos benefícios físicos confirmados, seu efeito psicológico pode ser compensador.

“Se você realizou uma sessão forte de corrida, é bom terminá-la com alguma caminhada”, afirmou Tucker, “apenas para suas pernas terem a sensação de retorno ao normal”.

Em outras palavras, o resfriamento corporal traz uma sensação boa. E é importante notar que “nenhuma das pesquisas científicas demonstrou efeitos negativos no resfriamento”, afirmou Fradkin.

Assim, o conhecimento científico disponível sugere essencialmente que, seja o que for que você fizer ao final da prática esportiva, provavelmente isso fará bem a sua saúde.

Por Gretchen Reynolds

O que é ortodontia?


O tratamento ortodôntico torna a boca mais saudável e proporciona uma aparência mais agradável.

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O que é ortodontia?

Ortodontia é uma especialidade odontológica que corrige a posição dos dentes e dos ossos maxilares posicionados de forma inadequada. Dentes tortos ou dentes que não se encaixam corretamente são difíceis de serem mantidos limpos, podendo ser perdidos precocemente, devido à deterioração e à doença periodontal. Também causam um estresse adicional aos músculos de mastigação que pode levar a dores de cabeça, síndrome da ATM e dores na região do pescoço, dos ombros e das costas. Os dentes tortos ou mal posicionados também prejudicam a sua aparência.

O tratamento ortodôntico torna a boca mais saudável, proporciona uma aparência mais agradável e dentes com possibilidade de durar a vida toda.

O especialista neste campo é chamado de ortodontista. Os ortodontistas precisam fazer um curso de especialização, além dos cinco anos do curso regular.

Como saber se preciso de um ortodontista?

Apenas seu dentista ou ortodontista poderá determinar se você poderá se beneficiar de um tratamento ortodôntico. Com base em alguns instrumentos de diagnóstico que incluem um histórico médico e dentário completo, um exame clínico, moldes de gesso de seus dentes e fotografias e radiografias especiais, o ortodontista ou dentista poderá decidir se a ortodontia é recomendável e desenvolver um plano de tratamento adequado para você. Se você apresenta algum dos problemas abaixo, pode ser um candidato para o tratamento ortodôntico:

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– Sobremordida, algumas vezes chamada de “dentes salientes” – este problema é caracterizado por um excesso vertical da região anterior da maxila e/ou uma sobre-erupção dos dentes dessa região. Nos casos de sobremordida, os dentes anteriores superiores recobrem quase 100% dos dentes inferiores, conferindo um sorriso desagradável e problemas mastigatórios. Os dentes inferiores podem, inclusive, estar tocando no palato e na gengiva do arco superior.
– Mordida cruzada anterior – uma aparência de “bulldog”, quando a arcada inferior está projetada muito à frente ou a arcada superior se posiciona muito atrás.
– Mordida cruzada – ocorre quando a arcada superior não fica ligeiramente à frente da arcada inferior ao morder normalmente.
– Mordida aberta – espaço entre as superfícies de mordida dos dentes anteriores e/ou laterais quando os dentes posteriores se juntam.
– Desvio de linha mediana – ocorre quando o centro da arcada superior não está alinhado com o centro da arcada inferior.
– Diastema – falhas, ou espaços, entre os dentes como resultado de dentes ausentes ou dentes que não preenchem a boca.
– Apinhamento – ocorre quando existem dentes demais para se acomodarem na arcada dentária pequena.

Como funciona um tratamento ortodôntico eficaz?

Diversos tipos de aparelhos, tanto fixos como móveis, são utilizados para ajudar a movimentar os dentes, retrair os músculos e alterar o crescimento mandibular. Estes aparelhos funcionam colocando uma leve pressão nos dentes e ossos maxilares. A gravidade do seu problema é que irá determinar qual o procedimento ortodôntico mais adequado e mais eficaz.

Aparelhos fixos podem ser:

– Aparelho fixo — este é o tipo mais comum de aparelho; consiste de bandas, fios e/ou braquetes. As bandas são fixadas em volta de vários dentes ou um só dente, e utilizadas como âncoras para o aparelho, enquanto que os braquetes são presos na parte externa do dente. Os fios em forma de arco passam através dos braquetes e são ligados às bandas. Apertando-se o arco, os dentes são tracionados, movendo-se gradualmente em direção à posição correta. Os aparelhos fixos são geralmente apertados a cada mês para se obter os resultados desejados, que podem ocorrer no prazo de alguns meses até alguns anos. Atualmente eles são menores, mais leves e exibem bem menos metal que no passado. Podem apresentar cores vivas para as crianças, bem como estilos mais claros, preferidos por muitos adultos.

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– Aparelho fixo especial — utilizados para controlar o hábito de chupar o dedo ou a língua “presa”, estes aparelhos são fixados aos dentes através de bandas. Por serem muito desconfortáveis durante as refeições, devem ser utilizados apenas como um último recurso.
– Mantenedor de espaço fixo — se o dente de leite é perdido precocemente, um protetor de espaço é utilizado para manter este espaço aberto até que o dente permanente nasça. Uma banda é cimentada ao dente próximo ao espaço vazio e um fio é estendido até o dente do outro lado do espaço.

Aparelhos móveis incluem:

– Niveladores — uma alternativa para os aparelhos convencionais para adultos, niveladores em série estão sendo utilizados por um número crescente de ortodontistas para mover os dentes da mesma forma que os aparelhos fixos, mas sem os fios de aço e os braquetes. Os niveladores são virtualmente invisíveis e removíveis para que o usuário possa se alimentar, escovar os dentes e passar o fio dental.
– Mantenedores de espaço móveis — estes aparelhos têm a mesma função que os mantenedores fixos. São feitos com uma base acrílica que se encaixa sobre a mandíbula e têm braços de plástico ou arame entre determinados dentes que devem ser mantidos separados.
– Aparelhos reposicionadores de mandíbula — também chamados de talas, estes aparelhos podem ser utilizados no maxilar superior ou mandíbula, e ajudam a “treinar” a mandíbula a fechar em uma posição mais favorável. São utilizados para disfunções da articulação temporomandibular (ATM).
– Amortecedores de lábios e bochechas — são destinados a manter os lábios e bochechas afastadas dos dentes. Os músculos dos lábios e bochechas podem exercer pressão sobre os dentes e os amortecedores ajudam a aliviar esta pressão.
– Expansor palatino — um mecanismo utilizado para alargar o arco da mandíbula superior. Consiste em uma placa de plástico que se encaixa sobre o céu da boca. A pressão externa aplicada sobre a placa por meio de parafusos força as juntas dos ossos do palato a se abrirem para os lados, alargando a área palatina.
– Contentores móveis — utilizados no céu da boca, estes aparelhos de contenção previnem que os dentes voltem à posição anterior. Podem também ser modificados e utilizados para evitar que a criança chupe o dedo.
– Aparelho extrabucal — com este aparelho, uma faixa é colocada em volta da parte de trás da cabeça, e ligada a um elástico na frente, ou um arco facial. Este aparelho retarda o crescimento da maxila e mantém os dentes posteriores onde estão, enquanto os dentes anteriores são empurrados para trás.

Por SaúdeBocal