Mutações genéticas não herdadas causam 10% dos casos de cardiopatia congênita


Novo estudo concluiu que parte dos bebês com a doença sofreu mutações em genes fundamentais para o desenvolvimento do coração. Essas variações genéticas, porém, não vieram dos pais, mas sim ocorreram no útero materno

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Mutações genéticas que ocorrem em um bebê enquanto ele está no útero materno — ou seja, que não são herdadas dos pais — são responsáveis por 10% dos casos de cardiopatia congênita, doença que atinge 130 milhões de crianças nascidas no mundo todos os anos. Essa é a conclusão de um estudo feito no Instituto Nacional de Coração, Pulmão e Sangue dos Estados Unidos junto ao Consórcio de Genoma em Cardiologia Pediátrica, e publicado neste domingo na revista Nature.

A cardiopatia congênita ocorre quando uma pessoa nasce com algum defeito no coração, mas isso não significa que o problema é necessariamente herdado. Os médicos ainda não conhecem completamente as causas dessa doença e como é possível prevenir o seu surgimento. Por isso, essa nova pesquisa pode ajudar a compreender melhor o problema.

 

CONHEÇA A PESQUISA

Título original: De novo mutations in histone-modifying genes in congenital heart disease

Onde foi divulgada: revista Nature

Quem fez: Samir Zaidi, Murim Choi, Hiroko Wakimoto,  Lijiang Ma, Jianming Jiang,  John D. Overton, Angela Romano-Adesman,  Robert D. Bjornson, Roger E. Breitbart,  Kerry K. Brown, Nicholas J. Carriero e equipe

Instituição: Instituto Nacional de Coração, Pulmão e Sangue dos Estados Unidos e onsórcio de Genoma em Cardiologia Pediátrica

Dados de amostragem: 586 trios de pais e filho

Resultado: A genética é responsável por cerca de 10% do surgimento da cardiopatia congênita. O fator genético associado a essa doença consiste em mutações espontâneas (não herdadas) em genes que são muito ativos durante do desenvolvimento do coração.

Os especialistas já sabiam que, de alguma maneira, a genética contribui com a cardiopatia congênita. Porém, muitas crianças que nascem com a doença têm pais e irmãos saudáveis, sugerindo que as mutações genéticas ligadas ao problema não são herdadas, mas sim espontâneas — conhecidas como “mutações de novo”. Os pesquisadores, no entanto, nunca haviam sido capazes de provar essa possibilidade pois não existia nenhuma tecnologia para que isso fosse feito.

Agora, esses pesquisadores foram capazes de comparar o material genético das crianças com o de seus pais por meio de tecnologias desenvolvidas nos últimos anos. Ao todo, foram analisados 322 trios formados por pai e mãe saudáveis e um filho com cardiopatia congênita; e 264 trios de pais e filho saudáveis. Com base nesses dados, os cientistas observaram que crianças com cardiopatia congênita apresentam mais mutações espontâneas em genes que são muito ativos durante o desenvolvimento do coração. A análise também concluiu que cerca de 10% dos casos de malformação que levam à cardiopatia congênita se devem a fatores genéticos.

Para os autores, essas informações podem ser úteis em pesquisas futuras que ajudem e encontrar outras causas para a cardiopatia congênita.

Fonte Abril

Anvisa suspende importação e venda de remédio contra câncer de mama


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Anastrol 1 mg não atende às exigências de regulamentação da agência, empresa de Porto Alegre é responsável pelo registro do produto no país.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu a importação, a distribuição, o comércio, a divulgação e o uso em todo o país do medicamento Anastrol 1 mg, usado contra o câncer de mama. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira (27).

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Segundo o texto, todos os lotes do remédio – cujo princípio ativo é a substância anastrozol, usada via oral – foram proibidos pela Anvisa por uma questão de interesse sanitário, já que o produto não atendia às exigências de regulamentação da agência.

O Anastrol 1 mg havia sido registrado pela empresa Laboratórios Libra do Brasil S.A., localizada no bairro de Navegantes, em Porto Alegre.

De acordo com o diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Barbano, a importação do Anastrol foi suspensa devido a condições indevidas de fabricação. Ele afirma que o relatório de inspeção apontou falha na capacidade da empresa de preservar a qualidade do produto.

“Há um problema de certificação e de condições de boas práticas de fabricação em relação a empresa que produz esse medicamento. Quando há recomendação da área técnica [da Anvisa], a diretoria publica a suspensão da importação até que a empresa se manifeste sobre a possibilidade de reverter aquela situação”, afirmou o diretor.

A empresa Laboratórios Libra do Brasil S.A. foi procurada pelo G1, mas não se posicionou a respeito da suspensão.

Por G1

Higiene bucal eficiente previne doenças


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A saúde começa pela boca! Não só através de uma alimentação adequada, mas uma higiene eficaz pode evitar o surgimento de inúmeros desconfortos. Os cuidados com a gengiva e os dentes são muito importantes para evitar infecções, pois a cavidade oral é uma porta de entrada muito comum para várias doenças graves, inclusive as que atingem as válvulas do coração.

A saúde começa pela boca! Não só através de uma alimentação adequada, mas uma higiene eficaz pode evitar o surgimento de inúmeros desconfortos. Os cuidados com a gengiva e os dentes são muito importantes para evitar infecções, pois a cavidade oral é uma porta de entrada muito comum para várias doenças graves, inclusive as que atingem as válvulas do coração.
Só escovar os dentes não é suficiente, sempre é necessário o uso do fio dental, e, em alguns casos, recomenda-se um enxaguante bucal no final do processo. Vale ressaltar que a utilização deste último não pode ser indiscriminada, precisa ser prescrita pelo dentista após uma avaliação das suas reais necessidades. Quando desnecessário, o enxaguante pode ser perigoso para a saúde da boca. “O produto deve ser sempre sugerido pelo profissional, de acordo com o caso de cada paciente. Assim, não há perigo do surgimento de manchas nos dentes ou alteração do paladar.”, explica a odontologista Danielle Rocha de Melo e Silva, da Clínica Dentalis Barra.

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Os enxaguantes bucais são muito eficazes no combate à cárie, à gengivite e ao mau hálito. Os mais comuns para a higiene diária são aqueles à base de cetilpiridínio, triclosan e óleos minerais, que são indicados pelos dentistas, principalmente para retardar ou impedir a formação de placa bacteriana. Existem no mercado versões com e sem álcool, sendo o último o mais recomendado pelos profissionais. “É preciso lembrar que a solução utilizada sem uma escovação adequada tem papel passageiro ou nenhum. O ato de escovar os dentes ainda é o maior responsável pela eliminação da placa bacteriana e da saburra lingual, que é uma camada branca localizada na língua, composta por vários tipos de bactérias que ajudam a promover a halitose.”, comenta especialista.

Um dos problemas bucais mais comuns é a gengivite, que acomete 80% da população com mais de 25 anos e, se não for tratada, pode evoluir para a periodontite, que pode resultar até na perda dos dentes. Mal hálito frequente e gosto de sangue na boca são outras consequências da doença. A gengivite é uma inflamação da gengiva causada principalmente pelo acúmulo de placa bacteriana, ou seja, muitas vezes poderia ser evitada através dos cuidados com a higiene da boca.

Os sintomas clássicos da gengivite são: gengivas inchadas, avermelhadas, sensíveis e com sangramento durante a escovação ou uso do fio dental. “A forma mais comum de tratar é através da escovação e do uso do fio dental. Porém, sozinhos, esses procedimentos só serão eficientes no estágio inicial da doença. Em casos mais avançados, é necessária a remoção da placa e cálculos dentais (tártaro) e/ou utilização de medicação e anticépticos locais”, diz a dentista.

Para ter um sorriso sempre lindo, além da higienização correta, uma dieta adequada também pode ajudar! Alimentos saudáveis auxiliam a manter em bom estado a gengiva e outros tecidos de sustentação do dente.

Campanha de vacinação contra a gripe acaba nesta sexta-feira


Meta de imunização do Ministério da Saúde foi cumprida em 90%. Público-alvo inclui idosos, gestantes e crianças de 6 meses a 2 anos.

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A campanha nacional de vacinação contra a gripe termina nesta sexta-feira (10).

Até a tarde desta quinta-feira, mais de 28,2 milhões de pessoas foram vacinadas no país,  o que representa 90% da meta estabelecida pelo Ministério da Saúde.

Essa meta corresponde a 80% do público-alvo total, que inclui idosos com 60 anos ou mais, crianças de 6 meses a 2 anos, gestantes, indígenas, presidiários e profissionais de saúde. A previsão anterior era que a campanha terminasse em 26 de abril, mas ela foi prorrogada para as pessoas terem mais tempo de se imunizarem.

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Segundo o Ministério da Saúde, muitos estados ainda estão abaixo da meta. A população da região Nordeste é a que menos foi vacinada, seguida da Centro-Oeste, Norte e Sudeste. A região Sul lidera e ultrapassou a meta, com 86% do público-alvo imunizado. Os estados de Roraima, Mato Grosso e Ceará são os que menos vacinaram, e ainda não chegaram a 68% da meta.

Vírus influenza
A imunização protege contra os três subtipos do vírus influenza que mais circularam no inverno passado: A (H1N1) – conhecido popularmente como gripe suína –, A (H3N2) e B.

Foram distribuídas, neste ano, 43 milhões de doses da vacina para 65 mil postos de saúde, segundo a pasta. Em 2012, 26 milhões de pessoas foram imunizadas, número equivalente a 86,3% do público-alvo naquele ano. O índice superou a meta prevista, de 80% do público.

O objetivo deste ano era de atingir cerca de 80% do público-alvo da ação, que inclui idosos com 60 anos ou mais, crianças de 6 meses a 2 anos, gestantes, indígenas, presidiários e profissionais de saúde. Doentes crônicos e mulheres no período até 45 dias depois do parto também devem receber  a vacina.

“A vacinação é segura e feita com o objetivo de diminuir o risco de ter doença grave e evitar o óbito. Ao mesmo tempo, as pessoas que apresentarem os sintomas de gripe devem procurar o posto de saúde, porque tem tratamento”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em nota oficial divulgada pelo ministério.

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Reduzir internações

O principal objetivo da campanha é ajudar a reduzir as complicações, internações e mortes decorrentes da gripe. A meta é reforçar o atendimento às pessoas com doenças crônicas, independentemente da faixa etária. Isso inclui quem tem problemas cardíacos, pulmonares, transplante de rim, obesidade, deficiência mental e pacientes que usam medicamentos imunossupressores, entre outros.

A novidade de 2013 foi que os doentes crônicos tiveram acesso ampliado a todos os postos de saúde, e não apenas aos Centros de Referência de Imunobiológicos Especiais (Cries). Para isso, é preciso apresentar apenas a prescrição médica no ato da vacinação.

Pacientes já cadastrados em programas de controle de doenças crônicas do Sistema Único de Saúde (SUS) devem procurar os postos em que estão inscritos. Caso a unidade de saúde que oferece atendimento regular não tenha um posto de vacinação, a pessoa deve solicitar uma prescrição médica.

Os pacientes da rede privada ou conveniada também devem ter prescrição médica e apresentá-la nos postos durante a campanha.

DOENÇAS CRÔNICAS COM INDICAÇÃO PARA VACINA DA GRIPE
Doença respiratória asma moderada ou grave (em uso de corticoide), doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), fibrose cística, bronquioectasia, doenças intersticiais do pulmão, displasia broncopulmonar, hipertensão arterial pulmonar e crianças prematuras com doença pulmonar crônica
Doença cardíaca Hipertensão arterial sistêmica com doença associada (comorbidade), doença cardíaca isquêmica e insuficiência cardíaca
Doença renal Pacientes em diálise, doença renal nos estágios 3, 4 e 5, e síndrome nefrótica
Doença do fígado Hepatite crônica, cirrose e obstrução (atresia) biliar
Doença neurológica acidente vascular cerebral (AVC), paralisia cerebral, esclerose múltipla, doenças hereditárias e degenerativas do sistema nervoso ou muscular,
e deficiência neurológica grave
Diabetes Tipos 1 e 2 em uso de remédios
Imunossupressão Baixa imunidade congênita ou adquirida
por doenças ou medicamentos
Obesidade mórbida Grau 3 (IMC igual ou acima de 40)
Transplantes De medula óssea e órgãos sólidos

Vírus inativo

O vírus usado na vacina é inativo e, por isso, não causa gripe. Porém, ao se vacinar, a pessoa pode pegar outros tipos de vírus capazes de provocar um resfriado ou uma gripe mais fraca. Existe, ainda, a possibilidade de o indivíduo se vacinar no momento em que já se contaminou com o vírus. Nesse caso, a dose não terá efeito.

Dúvidas mais comuns
Veja as perguntas mais comuns sobre a vacina e sobre a gripe. As  informações são do Ministério da Saúde e da diretora de Imunização da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, Helena Sato.

1) Por que o Ministério da Saúde priorizou esses público-alvo?
Estudos indicam que alguns grupos da população, principalmente idosos, grávidas e crianças pequenas, correm mais risco de ter complicações em decorrência da gripe, como pneumonia, e morrer pela doença.

2) Quem se vacinou no ano passado precisa tomar a dose novamente?
Sim, já que a imunidade contra a gripe dura até um ano após a aplicação da vacina. E também porque sua composição é feita conforme os vírus que mais circularam no ano anterior.

3) O que é influenza?
influenza é o nome científico do vírus da gripe. É uma infecção viral aguda que atinge o sistema respiratório. É de alta transmissão, com tendência a se disseminar facilmente em epidemias sazonais, comuns no outono e no inverno.

4) Gripe e resfriado são a mesma coisa?
Não. A gripe é uma doença grave, contagiosa, causada pelos vírus influenza (A, B ou C). O resfriado é menos agressivo e de menor duração, causado por um rinovírus (com seus vários tipos).

Os sintomas da gripe muitas vezes são semelhantes aos do resfriado, que se caracterizam pelo comprometimento das vias aéreas superiores (congestão nasal e coriza), tosse, rouquidão, febre, mal-estar, dor de cabeça e no corpo. Mas, enquanto a gripe pode deixar a pessoa de cama, o resfriado geralmente não passa de tosse e coriza.

5) Quais os meios de transmissão dos vírus da gripe e do resfriado?
A transmissão ocorre quando as secreções das vias respiratórias de uma pessoa contaminada são transmitidas para outra por meio da fala, da tosse, do espirro ou pelo toque, levando o agente infeccioso direto à boca, olhos e nariz do receptor.

6) A vacina contra a gripe imuniza contra o resfriado?
Não. A vacina contra a gripe protege apenas contra os três principais vírus influenza que estão circulando no país.

7) A dose tem alguma contraindicação?
A vacina não é recomendada para quem tem alergia à proteína do ovo, isto é, entre aqueles que já apresentaram forte reação alérgica pelo menos duas horas depois de comer ovo. Esse tipo de alergia é bastante rara. A vacina também é contraindicada a quem já teve reações adversas a doses anteriores a um dos componentes da vacina. Nestas situações recomenda-se passar por avaliação médica para saber se pode ou não tomar a vacina.

8) Posso ficar gripado(a) após me vacinar?
Não, isso é um mito. A vacina contra influenza contém vírus mortos ou apenas pedaços dele que não conseguem causar gripe.

Na época em que a vacina é aplicada, circulam vários vírus respiratórios, que podem não ser o da gripe em questão, e as pessoas podem ser infectadas por eles. Além disso, é possível pegar um resfriado.

9) Quanto tempo leva para a vacina fazer efeito?
Em adultos saudáveis, a detecção de anticorpos protetores se dá entre duas a três semanas após a vacinação e apresenta, geralmente, duração de 6 a 12 meses.

10) Fora do período da campanha é possível me vacinar?
Não pelo SUS. Depois da campanha, só serão vacinados os presidiários e indivíduos que apresentem problemas de saúde específicos. Clínicas as privadas poderão oferecer a vacina a toda população – inclusive para quem não faz parte do grupo prioritário – desde que as doses compradas estejam registradas na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

11) A vacina contra a gripe tem o mesmo efeito de um antigripal?
Não. A vacina previne contra a gripe, e o antigripal é um medicamento usado para reduzir os efeitos causados pela doença.

12) Pessoas com doenças crônicas podem se vacinar?
Sim, mas com apresentação de receita médica. Em alguns casos, como os de pacientes com doenças neurológicas, é aconselhável passar por uma avaliação médica antes da vacinação.

13) É obrigatório apresentar a caderneta de vacinação?
Não, mas o documento é necessário para atualizar outras vacinas do calendário anual. Para quem não apresentar a caderneta no momento da aplicação da dose, será feito outro cartão para o registro, que deve ser guardado para comprovar o histórico vacinal.

14) Pessoas que tomam corticoide podem ser vacinadas?
Sim, o uso não impede a imunização.

15) Quanto tempo após a vacinação eu posso doar sangue?
Uma portaria do Ministério da Saúde publicada em 2011 declarou que o doador fica inapto para doar sangue pelo período de um mês a partir da data em que foi vacinado contra o vírus da gripe. Depois desse prazo, está liberado.

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Pressão alta em crianças afeta os rins e aproxima doenças graves


Sociedade de Cardiologia alerta que em 70% das consultas médicas a avaliação deste risco à saúde infantil é ‘esquecida’

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A Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) alerta: a pressão alta já atinge 6% das crianças e adolescentes no Brasil, o que corresponde a uma média de 5 milhões de menores de 18 anos.

A hipertensão infantil compromete o funcionamento dos rins e, em casos raros, aproxima doenças graves que só apareceriam na vida adulta, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC).

Por isso, no Dia Nacional de Combate e Prevenção à Hipertensão Arterial, celebrado nesta sexta-feira (26), a SBC tem como meta conscientizar não só o público em geral, mas também profissionais de saúde sobre a necessidade de um diagnóstico precoce da hipertensão.

O diretor de Promoção de Saúde Cardiovascular da Sociedade Brasileira de Cardiologia, SBC, Carlos Alberto Machado, ressalta que a maior parte dos médicos ainda não tem o hábito de aferir pressão de crianças ou adolescentes durante as consultas.

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Dados da SBC revelam que só em 29% das consultas isso acontece. Por conta do índice de 70% de “esquecimento”, foi iniciado um trabalho para reverter o quadro.

Médicos de todo o País estão sendo instruídos sobre a importância de mensurar a pressão em crianças por meio de cartas e aulas em vídeo distribuídas pela SBC.

Genética e hábitos ruins

O cardiologista Jefferson Curimbaba, do Hospital do Servidor Público Estadual diz que a recomendação é medir pressão em crianças a partir de 3 anos de idade.

“A pressão, por muitas vezes, é esquecida. Para medir é necessário que a braçadeira do aparelho se adapte ao braço da criança ou adolescente”, explica Curimbaba.

O problema é que nem todas as unidades públicas e consultórios particulares contam com instrumentos adaptados ao público infantil, lamenta Machado. Segundo ele, existem dois tipos de hipertensão. A genética, que a criança herda a predisposição da família, e a ambiental – causada pela obesidade, maus hábitos alimentares e sedentarismo.

“Muitos pais chegam ao consultório pedindo atestado de dispensa médica para que seus filhos não participem das aulas de Educação Física na escola. Eu nunca dou”, reforça o especialista.

“É a única oportunidade da vida em que a criança pode pegar gosto pelo esporte. São muito poucos problemas cardiológicos que impedem a criança de fazer atividade física. Hoje em dia, a criançada passa a maior parte do tempo na frente da televisão e se torna sedentária”, lamenta Machado.

Rins no alvo

A hipertensão é um quadro muito grave, tanto para adultos quanto para crianças. Segundo Andréa Brandão, cardiologista e professora da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) quando a criança é hipertensa, um dos primeiros órgãos a serem afetados são os rins.

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“A hipertensão é um problema silencioso, que pode, pouco a pouco, acarretar problemas maiores na fase adulta”, explica.

Machado complementa que algumas crianças têm a função renal completamente destruída por conta da pressão alta e se tornam dependentes da diálise (aparelho que substitui a função dos rins), até que tenham a oportunidade de fazer um transplante.

“O rim filtra todo o sangue do corpo. As coisas boas são reabsorvidas e as ruins saem na urina. A pressão alta destrói todo o mecanismo que funciona como filtro”, explica o diretor de Promoção de Saúde Cardiovascular da SBC.

Machado também acrescenta que, após o diagnóstico de pressão alta, não é preciso se desesperar. Basta seguir o tratamento prescrito pelo médico e medir a pressão a cada consulta com o profissional. Dependendo do caso, o tratamento não será feito só por médicos.

“Se uma criança obesa emagrecer, as chances do problema ser erradicado somente por meio da mudança alimentação são grandes”, explica ele.

Por IG

Está aberta a temporada simultânea de dengue e gripe no País


Especialistas explicam que doenças têm sintomas parecidos mas exigem tratamentos diferentes. Saiba como evitar os problemas

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O final de abril e início de maio constituem uma fase de transição entre o período de chuvas para uma temporada mais seca.

Estas condições atmosféricas são ideais para a circulação de duas doenças muito incidentes no País.

Bem nesta época, o mosquito da dengue ainda está em plena atividade e o vírus da gripe começa a circular de forma mais intensa.

Entre uma picada de inseto e um espirro, especialistas esclarecem que os sintomas das duas doenças são parecidos, mas se manifestam de maneiras diferentes. Por isso, exigem tratamentos distintos.

O início

O diretor do departamento de infectologia do Hospital Heliópolis (SP), Juvêncio Furtado, explica que gripe e dengue são mais parecidas no primeiro dia dos sintomas.

“As duas doenças começam com febre e dor no corpo, mas, algumas horas depois ou no dia seguinte, elas se diferenciam”, afirma.

“A gripe vai apresentar sinais respiratórios, como tosse com secreção clara, corrimento nasal, olhos avermelhados e face inchada. A dengue vai dar dor no fundo dos olhos, dor de cabeça intensa e dor nos ossos”, completa.

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“É ideal que o paciente seja atendido por um médico e passe por uma diferenciação, para saber se é gripe ou dengue”, afirma o infectologista.

Furtado orienta que os pacientes evitem a automedicação com ácido acetilsalicílico até passarem pelo especialista, que definirá o diagnóstico.

“Caso tenha febre no período da espera pela consulta, o paciente pode usar dipirona e paracetamol. Dependendo da gravidade da gripe, serão aconselhados outros tipos de medicamentos”, orienta Furtado.

“Já no diagnóstico de dengue, o paciente deverá ficar em repouso, tomar muito líquido, controlar a febre com antitérmicos.”

O contágio

O clínico geral e infectologista da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Paulo Olzon, explica que agripe e a dengue evoluem de maneiras diferentes porque o contágio das duas doenças também é distinto.

“O vírus da gripe entra via sistema respiratório pelo contato do vírus com a boca ou o nariz. Por isso, causa sintomas locais como coriza e dor de garganta”, diz Olzon.

“Em seguida, ele se espalha pela corrente sanguínea, atacando músculos e outras células, os pulmões e até mesmo o aparelho digestivo”.

Já a dengue é transmitida pela picada do mosquito vetor Aedes aegypti.  Com isso, o vírus cai direto na corrente sanguínea e se espalha pelo corpo.

“A dengue também atinge vários grupos musculares, podendo até provocar uma inflamação no fígado e no sistema nervoso central, embora sejam eventos raros. Não há transmissão de pessoa para pessoa”, acrescenta o médico.

Para Olzon, uma boa alimentação, bom sono e controle do estresse ajudam a melhorar o sistema imunológico, responsável pela defesa do organismo.

“Muitas pessoas que têm um sistema imunológico forte não desenvolvem a doença mesmo quando picadas pelo mosquito.”

Outra diferença entre gripe e dengue é a vacina. Para a primeira, já existem doses protetoras. Já para a segunda, a imunização ainda está em fase de testes, não disponível ao público.

Idosos, crianças de 6 meses a 2 anos, gestantes e mulheres no período pós-parto e portadores de doenças crônicas podem tomar a vacina contra a gripe, de graça, em qualquer posto de saúde.

A campanha de vacinação em massa, promovida pelo Ministério da Saúde, vai até 10 de maio.

“A gripe comum é muito ruim para idosos, por causa do comprometimento respiratório. Isso pode servir de porta para bactérias e para o desenvolvimento de uma pneumonia”, alerta Olzon.

As pessoas que não estão no grupo prioritário para receber as doses gratuitas contra a gripe podem recorrer à vacinação em clínicas particulares, orienta Furtado, que é ex-presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia. Nestes locais, segundo levantou o iG Saúde , o valor da vacina varia entre R$ 68 e R$ 90. Veja a seguir as dias que os especialistas dão para evitar a gripe e a dengue.

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– Lavar as mãos com frequência e não levar a mão à boca ou ao nariz após tocar em objetos em ambientes públicos

– Dormir bem e manter uma boa alimentação para reforçar o sistema imunológico

– Tomar a vacina contra a gripe anualmente

Dengue

– Evitar os focos de proliferação do mosquito causador da doença, como eliminar águas paradas em potes, frascos, pneus, etc.

– Usar repelente de insetos, mosquiteiros e repelentes eletrônicos

– Manter uma boa alimentação para elevar a imunidade.

Por IG

 

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Pesquisas questionam eficácia do resfriamento após o treino


Embora forneça poucos benefícios físicos confirmados, o efeito psicológico de “desaquecer” pode ser compensador, dizem especialistas.

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Você frequentemente deixa de relaxar o corpo após a prática de exercícios, mesmo se sentindo culpado? Algumas poucas pesquisas novas e tranquilizadoras sugerem que você não está perdendo muito ao fazer isso.

A maioria de nós aprendeu nas aulas de educação física do ensino fundamental que o corpo precisa de um período de relaxamento para resfriar após a prática de exercícios ou após competições.

Os professores diziam que caminhar ou diminuir de alguma forma a intensidade dos exercícios e, em seguida, alongar, ou relaxar o corpo de outras maneiras evita dores musculares, melhora a flexibilidade e acelera a recuperação.

Se fizéssemos isso, nosso desempenho físico seria melhor no dia seguinte do que se não fizéssemos. As análises científicas, porém, não foram muito favoráveis a essas convicções.

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Em um estudo representativo, publicado no ano passado no periódico The Journal of Human Kinetics, um grupo de 36 adultos ativos realizou um programa vigoroso de um estágio de agachamento com alteres, exercício que seguramente deixaria pessoas destreinadas bastante doloridas no dia seguinte.

 

Alguns dos voluntários aqueceram-se antes do exercício pedalando a um ritmo bem lento em bicicletas ergométricas durante 20 minutos. Outros participantes não se aqueceram, mas relaxaram o corpo após o exercício realizando os mesmos 20 minutos de pedalada leve. Os outros apenas fizeram o agachamento, não aqueceram nem resfriaram o corpo.

No dia seguinte, todos os voluntários fizeram um teste de limiar de dor em que seus músculos foram apalpados até que relatassem estar sentindo desconforto. Os participantes que se aqueceram antes de se exercitar tiveram limiares de dor mais altos, o que significa que eles estavam relativamente sem dor.

Por sua vez, os limiares de dor foram bem menores para aqueles que tinham relaxado o corpo; seus músculos estavam doloridos. Os limiares de dor desse grupo foram na realidade iguais aos do grupo de controle. O relaxamento corporal não tinha trazido nenhum benefício em termos de alívio para a dor.

Outros dois estudos publicados no ano passado, nos periódicos The Journal of Human Kinetics e The Journal of Strength and Conditioning Research, obtiveram resultados semelhantes com vários testes que avaliaram o desempenho de jogadores de futebol profissionais espanhóis no salto vertical, na velocidade na corrida de curta distância, na agilidade e na flexibilidade dos músculos das pernas. Após fazerem esses testes, eles participaram de um treino normal de futebol. Em seguida, alguns jogadores simplesmente pararam de se exercitar e ficaram em repouso, sentados em um banco durante 20 minutos, enquanto que os outros resfriaram o corpo da maneira habitual, caminhando lentamente durante 12 minutos e alongando por 8 minutos.

No dia seguinte, os jogadores repetiram os testes e também comunicaram aos cientistas a intensidade da dor que sentiam. Constatou-se que quase não havia diferenças entre os dois grupos de jogadores. O grupo que realizou os exercícios de resfriamento saltou em média um pouco mais alto no dia seguinte em comparação com o que havia ficado sentado, mas a diferença foi muito pequena. Os resultados dos dois grupos foram iguais em todas as outras avaliações de desempenho, flexibilidade e dor muscular.

Benefício limitado

Os dados disponíveis “sugerem consideravelmente que o relaxamento corporal não reduz a sensação de dor após os exercícios”, afirmou Rob Herbert, pesquisador sênior do instituto Neuroscience Research Australia e autor sênior desse que é provavelmente o primeiro estudo sobre resfriamento, realizado em 2007.

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Nesse experimento, adultos saudáveis caminharam de costas em declive em uma esteira mecânica durante 30 minutos, o que fez com que ganhassem dores musculares e a atenção de seus colegas curiosos da academia. Alguns dos participantes caminharam de frente durante 10 minutos antes do exercício como forma de aquecimento e outros fizeram o mesmo depois de realizar o exercício, como forma de resfriamento. Os outros participantes não aqueceram nem resfriaram o corpo. Dois dias depois, o grupo que tinha resfriado o corpo sentia tanta dor do corpo quanto o grupo de controle.

Com todas essas descobertas, existe alguma razão para resfriar o corpo após o exercício físico? Sim, afirmou Andrea Fradkin, professora adjunta de ciência do exercício da Universidade Bloomsburg, na Pensilvânia.

“O resfriamento corporal tem demonstrado prevenir o refluxo venoso após o exercício”, ou o acúmulo de sangue nas veias, afirmou.

Durante exercícios vigorosos e prolongados as veias sanguíneas das pernas se expandem, o que significa que mais sangue passa por elas. A parada abrupta faz com que esse sangue se acumule na parte inferior do corpo, o que pode causar vertigens e até desmaios.

Essa situação, porém, é fácil de combater. Basta caminhar por alguns minutos ao final da atividade física para manter a circulação do cérebro normal, afirmou Ross Tucker, fisiologista sul-africano e fundador do site The Science of Sport.

“E isso não é um resfriamento de fato”, da forma como a maioria de nós o define, afirmou.

Mas se o resfriamento normal fornece poucos benefícios físicos confirmados, seu efeito psicológico pode ser compensador.

“Se você realizou uma sessão forte de corrida, é bom terminá-la com alguma caminhada”, afirmou Tucker, “apenas para suas pernas terem a sensação de retorno ao normal”.

Em outras palavras, o resfriamento corporal traz uma sensação boa. E é importante notar que “nenhuma das pesquisas científicas demonstrou efeitos negativos no resfriamento”, afirmou Fradkin.

Assim, o conhecimento científico disponível sugere essencialmente que, seja o que for que você fizer ao final da prática esportiva, provavelmente isso fará bem a sua saúde.

Por Gretchen Reynolds

O que é ortodontia?


O tratamento ortodôntico torna a boca mais saudável e proporciona uma aparência mais agradável.

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O que é ortodontia?

Ortodontia é uma especialidade odontológica que corrige a posição dos dentes e dos ossos maxilares posicionados de forma inadequada. Dentes tortos ou dentes que não se encaixam corretamente são difíceis de serem mantidos limpos, podendo ser perdidos precocemente, devido à deterioração e à doença periodontal. Também causam um estresse adicional aos músculos de mastigação que pode levar a dores de cabeça, síndrome da ATM e dores na região do pescoço, dos ombros e das costas. Os dentes tortos ou mal posicionados também prejudicam a sua aparência.

O tratamento ortodôntico torna a boca mais saudável, proporciona uma aparência mais agradável e dentes com possibilidade de durar a vida toda.

O especialista neste campo é chamado de ortodontista. Os ortodontistas precisam fazer um curso de especialização, além dos cinco anos do curso regular.

Como saber se preciso de um ortodontista?

Apenas seu dentista ou ortodontista poderá determinar se você poderá se beneficiar de um tratamento ortodôntico. Com base em alguns instrumentos de diagnóstico que incluem um histórico médico e dentário completo, um exame clínico, moldes de gesso de seus dentes e fotografias e radiografias especiais, o ortodontista ou dentista poderá decidir se a ortodontia é recomendável e desenvolver um plano de tratamento adequado para você. Se você apresenta algum dos problemas abaixo, pode ser um candidato para o tratamento ortodôntico:

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– Sobremordida, algumas vezes chamada de “dentes salientes” – este problema é caracterizado por um excesso vertical da região anterior da maxila e/ou uma sobre-erupção dos dentes dessa região. Nos casos de sobremordida, os dentes anteriores superiores recobrem quase 100% dos dentes inferiores, conferindo um sorriso desagradável e problemas mastigatórios. Os dentes inferiores podem, inclusive, estar tocando no palato e na gengiva do arco superior.
– Mordida cruzada anterior – uma aparência de “bulldog”, quando a arcada inferior está projetada muito à frente ou a arcada superior se posiciona muito atrás.
– Mordida cruzada – ocorre quando a arcada superior não fica ligeiramente à frente da arcada inferior ao morder normalmente.
– Mordida aberta – espaço entre as superfícies de mordida dos dentes anteriores e/ou laterais quando os dentes posteriores se juntam.
– Desvio de linha mediana – ocorre quando o centro da arcada superior não está alinhado com o centro da arcada inferior.
– Diastema – falhas, ou espaços, entre os dentes como resultado de dentes ausentes ou dentes que não preenchem a boca.
– Apinhamento – ocorre quando existem dentes demais para se acomodarem na arcada dentária pequena.

Como funciona um tratamento ortodôntico eficaz?

Diversos tipos de aparelhos, tanto fixos como móveis, são utilizados para ajudar a movimentar os dentes, retrair os músculos e alterar o crescimento mandibular. Estes aparelhos funcionam colocando uma leve pressão nos dentes e ossos maxilares. A gravidade do seu problema é que irá determinar qual o procedimento ortodôntico mais adequado e mais eficaz.

Aparelhos fixos podem ser:

– Aparelho fixo — este é o tipo mais comum de aparelho; consiste de bandas, fios e/ou braquetes. As bandas são fixadas em volta de vários dentes ou um só dente, e utilizadas como âncoras para o aparelho, enquanto que os braquetes são presos na parte externa do dente. Os fios em forma de arco passam através dos braquetes e são ligados às bandas. Apertando-se o arco, os dentes são tracionados, movendo-se gradualmente em direção à posição correta. Os aparelhos fixos são geralmente apertados a cada mês para se obter os resultados desejados, que podem ocorrer no prazo de alguns meses até alguns anos. Atualmente eles são menores, mais leves e exibem bem menos metal que no passado. Podem apresentar cores vivas para as crianças, bem como estilos mais claros, preferidos por muitos adultos.

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– Aparelho fixo especial — utilizados para controlar o hábito de chupar o dedo ou a língua “presa”, estes aparelhos são fixados aos dentes através de bandas. Por serem muito desconfortáveis durante as refeições, devem ser utilizados apenas como um último recurso.
– Mantenedor de espaço fixo — se o dente de leite é perdido precocemente, um protetor de espaço é utilizado para manter este espaço aberto até que o dente permanente nasça. Uma banda é cimentada ao dente próximo ao espaço vazio e um fio é estendido até o dente do outro lado do espaço.

Aparelhos móveis incluem:

– Niveladores — uma alternativa para os aparelhos convencionais para adultos, niveladores em série estão sendo utilizados por um número crescente de ortodontistas para mover os dentes da mesma forma que os aparelhos fixos, mas sem os fios de aço e os braquetes. Os niveladores são virtualmente invisíveis e removíveis para que o usuário possa se alimentar, escovar os dentes e passar o fio dental.
– Mantenedores de espaço móveis — estes aparelhos têm a mesma função que os mantenedores fixos. São feitos com uma base acrílica que se encaixa sobre a mandíbula e têm braços de plástico ou arame entre determinados dentes que devem ser mantidos separados.
– Aparelhos reposicionadores de mandíbula — também chamados de talas, estes aparelhos podem ser utilizados no maxilar superior ou mandíbula, e ajudam a “treinar” a mandíbula a fechar em uma posição mais favorável. São utilizados para disfunções da articulação temporomandibular (ATM).
– Amortecedores de lábios e bochechas — são destinados a manter os lábios e bochechas afastadas dos dentes. Os músculos dos lábios e bochechas podem exercer pressão sobre os dentes e os amortecedores ajudam a aliviar esta pressão.
– Expansor palatino — um mecanismo utilizado para alargar o arco da mandíbula superior. Consiste em uma placa de plástico que se encaixa sobre o céu da boca. A pressão externa aplicada sobre a placa por meio de parafusos força as juntas dos ossos do palato a se abrirem para os lados, alargando a área palatina.
– Contentores móveis — utilizados no céu da boca, estes aparelhos de contenção previnem que os dentes voltem à posição anterior. Podem também ser modificados e utilizados para evitar que a criança chupe o dedo.
– Aparelho extrabucal — com este aparelho, uma faixa é colocada em volta da parte de trás da cabeça, e ligada a um elástico na frente, ou um arco facial. Este aparelho retarda o crescimento da maxila e mantém os dentes posteriores onde estão, enquanto os dentes anteriores são empurrados para trás.

Por SaúdeBocal