Após perseguição e troca de tiros mulher é presa em Alcobaça


Alcobaça: Compareceu na Delegacia Territorial de Alcobaça, na tarde desta segunda-feira, 18 de junho, uma guarnição da Polícia Militar, apresentando a nacional Wilza Santos Miranda. Segundo os militares, a guarnição estava fazendo abordagens próximo ao Trevo de Alcobaça, uma vez que já havia tido informações sobre um veículo Ônix, de cor preta, que estaria circulando na região e que teria sido o veículo que conduzia os suspeitos do duplo homicídio, ocorrido no último sábado (16 de junho), o qual vitimou Jarlison dos Santos Azevedo, vulgo “Cafezinho” e Fábio Teixeira Conceição, vulgo “Fabinho”.

Já próximo ao Posto Camaleão, a guarnição avistou um veículo com as mesmas características, seguindo em direção à cidade do Prado. De imediato, os militares deram ordem de parada ao motorista, que não obedeceu aos militares e ainda jogou o veículo para cima de um deles, que conseguiu sair da ação do criminoso. Os militares, então, foram atrás do veículo, e fizeram o acompanhamento. Poucos quilômetros depois, próximo a um arbusto, os ocupantes desceram do veículo e saíram correndo para o meio do mato. Um deles, de arma em punho, começou a atirar na direção dos policiais, que revidaram à injusta agressão.

Os militares identificaram o indivíduo que estava atirando, sendo ele Júlio Rodrigues Pinto, vulgo “Badjula”, velho conhecido da polícia por traficar drogas em Alcobaça e região. Os suspeitos continuaram correndo, e em certo momento pararam de atirar. Os policiais continuaram as buscas e encontraram a conduzida Wilza, que se identificou como companheira do “Badjula”. O Júlio conseguiu fugir e a guarnição retornou ao veículo onde foram encontrados 64 buchas de maconha, pesando aproximadamente 104 gramas, a quantia de R$ 146,25 e um carregador de pistola taurus 380 com duas munições intactas, além de documentos pessoais da Wilson e do Julio.

Após consultar o veículo, os militares descobriram que o mesmo estava portando uma placa policial adulterada, qual seja OYJ 3952, sendo a verdadeira placa LSN 7571, de um veículo licenciado no Rio de Janeiro, com restrição de furto e roubo. Questionada sobre o duplo homicídio, a acusada disse que não teve nenhuma participação, mas comentou que o “Badjula” lhe confessou ter matado os dois, o Jarlison e o Fábio, e que o crime foi cometido juntamente com o comparsa, identificado como “Bagre”, mas que ela não o conhece, apenas sabe o que o “Badjula” comentou.

Questionada sobre a droga e sobre o carregador, a Wilza disse que não tem nada a ver, e que ela não trafica drogas e nem usa arma e que todo material pertence ao “Badjula”. Após oitiva dos policiais e da acusada, o delegado flagranteou a Wilza por tráfico e associação ao tráfico (Art. 33 e 35), receptação (Art. 180) e posse de munição (Art. 14). A acusada segue custodiada na carceragem da Delegacia territorial de Alcobaça e deverá ser recambiada para a Ala Feminina do Conjunto Penal DE Teixeira de Freitas. A Polícia Civil seguirá investigando o Badjula e deverá pedir a sua prisão preventiva.