Aluna do Colégio Municipal Algeziro Moura compõe poesia e encanta a todos com sua ternura no 12º Festival Gastronômico de Prado


Valdinéia dos Santos Cruz é uma jovem de Cumuruxatiba, aluna da professora Zenaide Hermano Azevedo, que cursa o 9º ano de ensino, do Colégio Municipal Algeziro Moura, situado naquela localidade.

A jovem participou do XXVII Recital de Poesias e destacou-se com o poema de sua autoria “Não se Cale”. Esse poema é uma forma de protesto ao combate à violência doméstica contra a mulher.

No sábado (14/10) Valdinéia se apresentou publicamente no espaço cultural do 12º Festival Gastronômico de Prado, onde brilhantemente declamou “Não se Cale”. A aluna foi aplaudida por toda equipe da Secretaria Municipal de Educação, pela secretária Iralúcia Sincorá, coordenadores, diretores, professores, alunos das escolas, turistas e visitantes que marcaram presença no evento.

As escolas do município do Prado têm feito trabalhos brilhantes com os alunos, através das equipes do seu corpo docente que exercem suas funções com dedicação, competência, criatividade e muito amor. Parabenizamos todos envolvidos, em especial a prefeita Mayra Brito que está sempre receptiva as demandas da secretaria de educação, pois como ela sempre diz: “A educação é à base de tudo para o futuro do Brasil.”

Breve vamos divulgar as poesias com os autores vencedores do concurso de Recital de Poesias que também estiveram no 12º Festival Gastronômico.

NÃO SE CALE

Em revista, jornais, internet e televisão.
Vejo e sinto revolta com tanta judiação;
Mulheres perdendo a vida.
Que coisa mais descabida
E eu não vejo solução

A mulher é mãe e filha,
Esposa e amante também,
Mas não nasceu para ser afrontada,
Por ninguém.

Cada vez que vejo o sangue,
De uma mulher atingir o chão,
Sinto um profundo aperto,
Dós demais meu coração,
Ver mulheres assassinadas,
Covardemente violentadas,
Que sortida situação.

Não denuncie seu marido,
Se a queixa for retirar,
Ele vai prometer mil vezes,
Porém nunca irá mudar.

Quem ama nunca tortura,
Não caia em falsa jura,
Não se deixe dominar.

Mulher não é mais escrava e,
Cativa de um senhor,
Os tempos hoje são outros,
Por isso faça-me um favor!
A mulher pode se manter,
Não precisa se submeter,
À morte, castigo e dor.

A violência doméstica,
É bem ruim com certeza,
É dormir com o inimigo,
É viver sempre indefesa,
A mulher tem que acordar,
Com muita garra lutar, 
Em prol da sua defesa.

Por isso, eu digo com firmeza,
Todas juntas não estamos indefesas,
Somos fortes, somos capazes,
Vamos falar, vamos lutar,
A violência doméstica
Tem que acabar.
Não se cale!